Algumas músicas fazem minha imaginação ir a mil...
O texto abaixo deve-se ser lido de modo bem devagar no começo e depois mais rápido enquanto se escuta Marisa Monte cantando 'Dança da Solidão'.
"Noite... Perfume... Que ar agradável... Da janela eu posso ver a lua nascendo.
Naquela noite a lua brilhava cheia. Eu estava no salão quando escutei aquela voz... que doce; um som de violão e algumas pessoas dançaram como se não houvesse outra noite mais enquanto outras seguiam o compasso da música com a cabeça ou os dedos. Ela estava com um vestido longo vermelho, com seus lindos olhos pretos. Como ela domina esse palco. Como domina...
Que melancolia que vem dessa sanfona, como ela me toca.
Mulheres viúvas, apaixonadas, suicídas e sós; dançando como se não houvesse amanhã.
Sinto-me só com as palavras que me arrastam a dançar, o salão parece só conter a mim e a ela, que canta. Desilusão... Desilusão, não me concentro mais em nada. A madrugada chegara e meu pensamento ia a mil quase separado do meu corpo que não parece ligar mais para nada. "Como essas pessoas (que estão sentadas) conseguem se controlar?" - pensava eu. Os pés desciam em um arpejo em Bm7(b5), executando um passo inequívoco, todos sabiam onde deveriam estar. E lá estavam. Ninguém errava a dança, ninguém se batia, todos sós, cada um dançando a seu modo."
O texto abaixo deve-se ser lido de modo bem devagar no começo e depois mais rápido enquanto se escuta Marisa Monte cantando 'Dança da Solidão'.
"Noite... Perfume... Que ar agradável... Da janela eu posso ver a lua nascendo.
Naquela noite a lua brilhava cheia. Eu estava no salão quando escutei aquela voz... que doce; um som de violão e algumas pessoas dançaram como se não houvesse outra noite mais enquanto outras seguiam o compasso da música com a cabeça ou os dedos. Ela estava com um vestido longo vermelho, com seus lindos olhos pretos. Como ela domina esse palco. Como domina...
Que melancolia que vem dessa sanfona, como ela me toca.
Mulheres viúvas, apaixonadas, suicídas e sós; dançando como se não houvesse amanhã.
Sinto-me só com as palavras que me arrastam a dançar, o salão parece só conter a mim e a ela, que canta. Desilusão... Desilusão, não me concentro mais em nada. A madrugada chegara e meu pensamento ia a mil quase separado do meu corpo que não parece ligar mais para nada. "Como essas pessoas (que estão sentadas) conseguem se controlar?" - pensava eu. Os pés desciam em um arpejo em Bm7(b5), executando um passo inequívoco, todos sabiam onde deveriam estar. E lá estavam. Ninguém errava a dança, ninguém se batia, todos sós, cada um dançando a seu modo."
