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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ausência

Naqueles dias chuvosos, que a tempestade estava contida em mim; naquelas semanas de tortura ,que eu mesmo me fazia; naquele tempo que eu dizia tudo faltar... Ah, naquele tempo tudo era diferente, não pelo fato de realmente ser, mas pela minha visão dos fatos. Hoje tenho muito e percebo claramente que o que faltava naquela época era meramente uma vileza da alma, uma futilidade. Dizia eu que temos de nos acostumar com a ausência; ausência das pessoas, dos poderes, dos desejos, das coisas e dos pensamentos. Besteira!

As pessoas que 'estavam' sempre lá, estiveram. Os poderes que eu possuo, sempre possuí. Os novos desejos assemelham-se aos antigos. Se eu soubesse disso naquela época...

Sempre tive tudo para ser feliz, só não era porque não queria.

sábado, 4 de abril de 2009

Grandes e Sonhos.

Que são essas coisas que chamamos de sonhos, aspirações? Realmente, são grandes, talvez não a princípio, mas aqueles pequenos sentimentos e vontades que perduram apesar de "correr" muito tempo podem ser considerados persistentes (grandes, por isso)...

A música. Grande música. Grande sonho que eu realizo todas as vezes que posso, sonho tal que sua fronteira é tão vasta que a cada dia, um pequeno e novo detalhe se faz perceber.

As vezes, para não usar 'sempre', temos de deixar alguns deles de lado. Queria mudar isso.

É muito fácil constatar.
É muito fácil não fazer nada.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tempos de criança?

Houve alguém que já disse: O tempo dá voltas...

Reviver o passado é inevitável. É impossível não lembrar de como as coisas eram, ou do que gostávamos de fazer, das pessoas cujo nosso tempo era compartilhado... Tudo isso ficou; ficou no passado, ficou no presente.
Há, também, aquelas coisas que nunca pensaríamos fazer depois de "velho"... "Ahh, quando eu crescer [...] isso, aquilo..." Tudo muito bom quando não se tem realmente nenhuma responsabilidade.
Hoje tenho de fazer coisas. Alguém já disse "Agente espera do mundo e o mundo espera de nós". Tenho muito menos tempo do que achava que tinha ontem e mesmo nesse pouco intervalo de tempo, nessa curta hora eu (re)descobrí algo que achei ter morrido na infância. Parece que um certo amigo meu estava imaginando as coisas que eu gostaria de fazer mas não tive como, quando me indicou 'Watchman' para eu ler... Depois veio Sandman, V for Vendetta, Tempos de guerra, entre outros. E com eles, como se não bastasse, veio aqueles animes que sempre tive vontade de ver por completo, mas as coisas que eu tinha de fazer não me deixavam...
Claro que esses quadrinhos e esses animes têm contextos diferentes e atuam em mim de modo diferente (diferente de He-man ou Pokémon por exemplo). Não quero diminuir nenhum tipo de obra, mas aquela que se apresenta para você no momento certo sempre é a melhor...

Isso para não dizer Murnau, Lang, Wiene, Godard, Truffaut...

Procurem (re)descobrir o mundo; tantas coisas boas se escondem por ai...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Tempo.

Aquela música que não tive tempo de escutar; aquele filme que eu não tive tempo de ver; aquele beijo que eu não tive tempo de dar; aquele abraço que não tive tempo de sentir; aquela saudade que não tive tempo de chorar; aquela idéia que não tive tempo de pensar; aquele calhordisse que não tive tempo de reclamar; aquela discussão que não tive tempo de ter, aquela história que não tive tempo de escrever; aquela juventude que não tive tempo de viver; aquele frevo que não tive tempo de aprender e tocar.

Saudemos nossa vida, pois é a única que temos, é a única que passará e não poderemos aproveitá-la completamente, é a única que deixaremos coisas por fazer, é a única que guardaremos lá no fundo uma saudade sem tamanho da qual a recíproca não existe...

Portanto, tentemos não perder tempo (ou mais precisamente, intervalos de tempo) com besteiras, cansasos, futilidades, mágoas e tristezas. Deixemos para sentir tudo isso quando não mais tivermos tempo de sentir...

Viva!